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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


É de criança que se empreende

Por que estimular o empreendedorismo nas escolas, desde cedo, pode ajudar o país a prosperar e tornar as pessoas mais felizes

NATHALIA PRATES, COM GUSTAVO CAMPOY , PEDRO SCHMIDT E RENATO TANIGAWA (VÍDEO)
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Sala de aula da Escola de Empreendedorismo Zeltzer (Foto: Divulgação)

Eles acabaram de sobreviver a um naufrágio. Agora, estão perdidos em uma ilha deserta, expostos ao frio e a animais perigosos. Para sobreviver e conseguir voltar para casa, terão que construir uma cabana segura e um barco resistente, e traçar uma estratégia de fuga. Os tripulantes naufragados têm entre nove e dez anos. Usarão latinhas de alumínio para criar o abrigo e palitinhos de madeira para dar forma à embarcação. Eles não sabem, mas estão aprendendo a empreender.
A atividade descrita acima faz parte das oficinas extracurriculares promovidas em colégios públicos e particulares do Rio de Janeiro pela Escola de Empreendedorismo Zeltzer. “A criança aprende a elaborar soluções criativas e, ao mesmo tempo, compatíveis com problemas reais”, afirma Carla Zeltzer, proprietária da Zeltzer, sobre a metodologia usada, hoje, em 20 instituições de ensino. Formada em Ciência da Computação, Carla teve a ideia de abrir a empresa enquanto procurava colégio para matricular a filha. “Não encontrava um ambiente onde ela pudesse desenvolver suas habilidades ao máximo e ser mais bem preparada para a vida.”
Foram três anos de pesquisa até abrir a escola, em 2005. Por meio de situações-problema, brincadeiras e jogos vocacionais, os alunos, a partir dos nove anos, são estimulados a desenvolver criatividade, organização, trabalho em grupo e planejamento – habilidades necessárias a todo empreendedor. As avaliações são individuais e em grupo. E nada de notas, mas cores (verde, amarelo e vermelho) que indicam os pontos positivos e aquilo que pode ser melhorado. “Não existe certo ou errado.”
O poder de ser o que quiser
Crianças Porto Seguro (Foto: Divulgação)
Os alunos do terceiro ano do ensino fundamental do colégio particular Porto Seguro, em São Paulo, contam os dias para expor seus talentos na Feirinha de Especialidades, realizada no final do ano letivo. A atividade faz parte da disciplina Matemática e foi criada para os alunos colocarem em prática o que aprendem sobre o sistema monetário. Cada criança recebe R$ 214,56 – em notas destacadas do próprio livro de matemática – para comprar brigadeiros, cupcakes, desenhos, bijuterias e esculturas de argila produzidas pelos coleguinhas das outras salas. “Eles são orientados a fazer aquilo que mais gostam”, diz a professora e coordenadora do terceiro ano do colégio, Luciana Wertheiner. Com base no levantamento do quanto foi gasto, os alunos calculam o preço que cada produto deve custar. “A criança aprende noções de lucro e prejuízo, e que seu trabalho tem valor”, afirma Luciana.
Movimento Empreenda (Foto: reprodução)
A Feirinha de Especialidades já existe há dez anos no colégio. Há três, o estudante Lucas Magalhães, hoje no sexto ano, participou da experiência. Ele lembra de ter confeccionado adesivos e marca-páginas para livros. “Usei um papel duro e colorido. Recortei e colei tudo sozinho”, diz. "Ficou superlegal e vendi todos os meus produtos rapidinho.” O estudante conta que aprendeu a negociar e fez até uma promoção. “Quem levasse três pagava apenas dois.” Lucas não sabe se vai abrir uma empresa, mas já sabe o que quer ser quando crescer: um grande ilustrador de livros.
Todos nós nascemos com sonhos e vocações. Conseguir explorá-los e torná-los parte de nossas vidas faz com que sejamos comunicadores, professores, médicos, engenheiros, donas de casa, advogados, faxineiros, artistas, administradores, cientistas empreendedores... "É um potencial que faz parte da natureza humana. Está nas atitudes, aspirações e formas de enxergar o mundo”, afirma Fernando Dolabela, professor e consultor em empreendedorismo. “Não pode ser reduzido à abertura de um negócio.”
O poder de transformar
Dolabela afirma que uma das principais falhas das escolas é orientar os alunos a pensar somente no “até ontem”. “Eles aprendem a usar tecnologias e métodos que já existem e que vêm de fora. E não a pensar em soluções para o futuro, a criar o que ainda não foi inventado.”
Há 20 anos, Dolabela desenvolveu uma metodologia interdisciplinar própria que trabalha nas crianças valores como proatividade, autonomia e flexibilidade. O professor é orientado não a dar respostas, mas a oferecer um caminho para que o aluno as descubra sozinho. “As salas de aula passam a ser um ambiente de geração de conhecimento construído em parceria com o aluno.” Implantada por meio de licitações municipais, a Metodologia Empreendedora, como é chamada, já é adotada em mais de duas mil escolas da rede pública de 127 cidades brasileiras, como Belo Horizonte e Londrina.
Mas a resistência por parte de muitas escolas em implementar novas metodologias e adotar disciplinas não exigidas nos vestibulares têm sido um grande obstáculo. Para Mirela Malvestiti, gerente nacional de capacitação profissional do Sebrae, a qualificação dos professores é outro desafio a ser superado . “É muito difícil ensinar algo que não foi aprendido, a passar adiante uma formação que não foi a sua.”
O poder de poder
Crianças Junior Achievment (Foto: Divulgação / Junior Achievment)
A professora Jacileide Soares dos Santos não teve aulas de empreendedorismo na escola. Nem na faculdade de Letras, que cursou há 32 anos. Desde 2005, seus alunos do 6º ano da escola estadual Senador Aderbal Jurema, em Jabotão, no interior de Pernambuco, passaram a ter aulas periódicas sobre Introdução ao Mundo dos Negócios. As atividades não são desenvolvidas pelos professores, mas pela organização americana sem fins lucrativos Junior Achievment, que há mais de 90 anos trabalha com programas que fomentam o empreendedorismo em jovens de mais de 120 países. No Brasil desde 2003, a organização conta com o trabalho de funcionários-voluntários de empresas parceiras para preparar e conscientizar melhor as crianças para o mercado de trabalho. Neste ano, os alunos da professora Jacileide vivenciaram, dentro da sala de aula, o processo de fabricação de canetinhas. Divididos em grupos, eles aprendiam, juntos, a montar as canetas e a entender a importância de cada etapa na produção final.
No início, a professora Jacileide ficava desconfiada. “Não sabia aonde eles queriam chegar e qual a importância daquilo tudo”. Hoje, ela já tem a resposta. Percebeu que a educação empreendedora é o caminho mais sustentável para o progresso econômico e para o combate à pobreza no longo prazo. “Muitos alunos não queriam prestar vestibular ou fazer um curso técnico. Tinham medo de disputar as coisas no mundo lá fora, de fracassar”. Segundo a professora, de 2010 para 2011, o número de alunos inscritos em cursos técnicos e vestibulares dobrou – passou de quatro para oito, incluindo todas as turmas do terceiro ano. “A autoestima da nossa comunidade está aumentando a cada ano”, diz a professora Jacileide. “Se eu tivesse tido essa formação, minha vida teria sido tão diferente...”.
Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Negocios-e-carreira/noticia/2012/07/e-de-crianca-que-se-empreende.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Professor Salman Khan, febre na web, desenvolve pesquisas no Brasil
O homem que criou as aulas em vídeo que conquistaram estudantes no mundo inteiro está no Brasil. O método dele vai ser levado à rede pública.
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A febre da educação via internet, o homem que criou as aulas em vídeo que conquistaram estudantes no mundo inteiro está no Brasil. Esse método revolucionário agora vai ser levado às escolas públicas do país.

Assista às aulas de Salman Khan traduzidas em português<http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/01/assista-aulas-de-salman-khan-traduzidas-em-portugues.html>

A presidente Dilma Rousseff convidou o professor Salman Khan para desenvolver pesquisas educacionais e pedagógicas aqui no Brasil. Conteúdos para a educação básica que reforçariam o pacto nacional pela alfabetização na idade certa. Afinal, o professor Khan é considerado hoje "o cara" da educação digital.

João Pedro Zanatta ia fazer prova de história sobre Revolução Francesa. Não gostava muito do tema. Até que assistiu a uma aula do professor americano Salman Khan, pela internet.

“Eu assisti e quis saber mais sobre o assunto e vi os quatro vídeos sobre a matéria. É como se a gente tivesse conversando em um lugar assim, como se ele estivesse me ensinando de amigo para amigo mesmo”, conta o estudante.

Estudantes mundo afora hoje recorrem às aulas de Khan. Nos vídeos, o professor usa o computador como se fosse um quadro negro. A diferença é que fala de um jeito simples e direto e assim ajuda a desvendar equações matemáticas, fórmulas de física e outras disciplinas

Tudo começou quando o então corretor do mercado financeiro, formado em engenharia, decidiu ajudar uma prima de dez anos, que tinha dificuldade com as lições de matemática. Como moravam em cidades diferentes, Khan decidiu gravar vídeos e mandar para a prima pela internet. Ela gostou, passou para os irmãos, depois para os primos, para os amigos. As aulas foram parar em um site internacional e viraram febre.

Já foram mais de 220 milhões de exibições em todo o mundo. No Brasil, a fundação Lemann já traduziu parte dos vídeos.  Em um seminário em Brasília, Salman Khan falou sobre sua ideia de educação. Um modelo de ensino diferente, em que o aluno assiste aos vídeos em casa e vai para a escola tirar dúvidas com o professor e discutir com os colegas.

“O ponto principal é que os estudantes possam aprender no seu próprio ritmo. O maior valor é para o estudante fazer no seu próprio tempo, no seu próprio ritmo e usar a sala de aula para interação de verdade com professor e estudantes”, disse.

O governo estuda fazer uma parceria com a fundação Khan. Anunciou que os 600 mil tablets, computadores de mão, que serão distribuídos este ano para professores do Ensino Médio na rede pública, já virão com o programa que dá acesso às aulas de Khan.



Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/01/professor-salman-khan-febre-na-web-desenvolve-pesquisas-no-brasil.html

sábado, 29 de dezembro de 2012


Escola de SP trabalha com projetos


Matemática e português e demais não são ensinados do modo convencional.
Rede municipal de SP tem dois modelos parecidos.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo

36 comentários
Escola Lumiar, em SP (Foto: Raul Zito/ G1)Na unidade de SP da Lumiar há assembleias semanais para discutir vários temas (Foto: Raul Zito/ G1)
Sem a separação clássica de alunos por série ou carteiras enfileiradas na sala de aula, escolas de São Paulo têm inovado na maneira de ensinar crianças do ensino fundamental. Inspiradas no modelo da Escola da Ponte, uma instituição pública localizada no Porto, em Portugal, criada em 1970, as unidades investem numa metodologia que não prevê, por exemplo, ensinar matemática ou história da forma convencional.
As disciplinas são embutidas em projetos interdisciplinares que mostram o sentido de sua aplicação. Para aprender geografia, vale dar uma volta pela cidade e no entorno da escola. Os conceitos da química ou a física podem ser encontrados em uma oficina de culinária ou na prática de esportes. Na rede municipal de São Paulo, pelo menos duas escolas trabalham dessa maneira, é o caso da Campos Salles, localizada na Favela do Heliópolis, Zona Sul, e da Amorim Lima, no Butantã, Zona Oeste. Na rede particular, há a escola Lumiar, que também possui uma unidade pública, na cidade de Santo Antônio do Pinhal, próxima de Campos do Jordão.
A reportagem do G1 visitou a Lumiar, localizada na Rua Bela Cintra, em São Paulo, para entender as diferenças do projeto pedagógico, comparada ao modelo convencional. Lá, as carteiras são organizadas em forma de roda, os professores são os tutores e os mestres, que podem variar a cada bimestre.
Há assembleias semanais, onde todas as crianças falam sobre diversos temas da escola. Vale tudo, desde uma reclamação sobre um colega, elogios, até uma reivindicação para uma reforma. O uniforme não é obrigatório – exceto nas atividades externas, e o desempenho não é avaliado somente por meio de provas.
Escola Lumiar, em SP (Foto: Raul Zito/ G1)O espaço da escola se parece propositalmente com o de uma casa (Foto: Raul Zito/ G1)
Os alunos aprendem todas as disciplinas obrigatórias previstas pela legislação. A diferença é elas vêm embutidas em projetos que englobam diversos temas e visam desenvolver mais do que uma habilidade de uma vez.
Neste último bimestre, por exemplo, parte dos alunos de São Paulo está aprendendo matemática por meio de um projeto chamado “a busca de equilíbrio nas formas”, que também introduz artes. História e geografia é ensinada, em um dos casos, através de visitas nos bairros de São Paulo e no entorno da escola. A escrita e a caligrafia são treinadas por contos criados pelas crianças que formam um livro em um outro projeto. A aula de música inclui até conceitos de biologia no projeto "os sons da floresta densa."
O colégio atende alunos da educação infantil e do fundamental que participam das atividades separados por ciclos. Assim as crianças de 6 a 8 anos estão no ciclo um; as de 9 a 11 no ciclo dois; e a de 12 a 14 anos no ciclo três. As aulas são chamadas de encontros que duram cerca de 50 minutos. Nos encontros os estudantes participam de projetos bimestrais que abordam diversas disciplinas e desenvolvem as habilidades.
Bernardo Falsitti, de 6 anos, aprova a metodologia diferente da escola (Foto: Raul Zito/ G1)Bernardo Falsitti, de 6 anos, aprova a metodologia diferente da escola (Foto: Raul Zito/ G1)
Bernardo Falsitti Silveira, de 6 anos, é um dos 80 alunos. O menino diz que já sabe o que quer ser quando crescer: um diretor de cinema famoso. Escolheu a profissão após conhecer a arte em uma oficina de cinema na escola. “Aqui é diferente, você não precisa ficar sentado, quieto, olhando para frente. Eu gosto, nas outras escolas que estudei eu já chegava irritado”, afirma sem a mínima timidez, gesticulando e fazendo poses para ser fotografado.
Na unidade pública, em Santo Antônio do Pinhal, a Lumiar atende 41 alunos do bairro Lajeado, área rural de Santo Antônio do Pinhal, e recebe prioritariamente os estudantes desse entorno. A expectativa da secretaria municipal da educação é implantar a metodologia em 100% da rede pública, que abriga sete escolas e 1.513 estudantes, ao longo dos próximos anos.
‘Todas as ideias são possíveis’
Célia Senna, diretora pedagógica do Instituto Lumiar, diz que introduzida nos projetos todas as disciplinas são trabalhadas, de acordo com a faixa etária das crianças. Os projetos são se repetem e a matéria-prima para criá-los vem de sugestões nas salas de aula. “Trabalhamos dessa forma desde o ensino infantil, todas as ideias são possíveis, nada é descartado. Queremos desenvolver o interesse pelo aprendizado. Aprender dói, requer esforço, mas quando se mostra para que ele serve fica mais fácil.”
Os mestres são responsáveis pela aplicação do conteúdo específico das áreas, e se por caso, eles avaliarem que uma turma necessita de uma aula tradicional sobre fração ou equação isto pode ocorrer.
Escola Lumiar, em SP (Foto: Raul Zito/ G1)As mesas não estão enfileiradas para que os alunos trabalhem em roda (Foto: Raul Zito/ G1)
“Não se trata de uma escola alternativa. Temos regras e cumprimos a legislação como qualquer outra escola. A diferença é que pensamos na aprendizagem personalizada, temos um olhar muito individualizado de cada aluno”, afirma Célia. “Alguém determinou que tem de existir a seriação. Por quê? Temos a coisa do ‘tem que’, uma criança com tantos anos ‘tem que’... Não funciona assim na educação, as pessoas têm diferenças de aprendizado”, complementa.
Para a diretora Marina Nordi Castellani, mais importante do que o aluno saber resolver uma equação é identificar se ele sabe organizar e se conhece o princípio que está por trás da fórmula.
O professor da faculdade de educação da Universidade de São Paulo (USP) Vitor Henrique Paro diz que é favorável às inovações pedagógicas desde que tenham base e não sigam modismos apenas. "A nossa escola de modo geral está atrasada, no século 15. É preciso revolucionar", afirma.
Para ler mais notícias do G1 Educação, clique em g1.globo.com/educacao. Siga também oG1 Educação no Twitter e por RSS.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Livraria para crianças

Blog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para criançasBlog de ideiadeluz : Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., Livraria para crianças

"Poplar Beijing foi a primeira livraria especializada em livros infantis da China. Ela conta com os mlehores livros infantis do mundo, acompanhada de um espaço amplo e de uma arquitetura divertida, que seduz os pequenos. E, pelo visto, os adultos também. Dica da @jakbarbosa"

Fonte : http://www.hypeness.com.br/2011/01/livraria-para-criancas/


  Esplêndido! É impossível os pequenos não interessarem-se mais pelos livros dessa maneira. Claro que as crianças têm uma imaginação muito criativa, mas se estimulados positivamente, certamente terão muito mais gosto pela leitura, criando outro tipo de relação com as letras, com a língua. Bela iniciativa porque valoriza o ponto de vista infantil.

Cássia Letícia Padilha - Estudante de Licenciatura em Pedagogia - UFPEL

Todo aluno tem muito a ensinar



Todos nós temos uma vida de experiências particulares que influenciam a forma como nos sentimos e como percebemos o mundo. É importante deixar que o aluno se expresse da maneira que lhe é mais familiar, para que construa sua aprendizagem a partir de sua própria realidade, criando abstrações cada vez mais complexas. A evolução do conhecimento vai acontecendo de uma maneira mais simples, até atingir níveis mais refinados.
  O professor precisa acolher seus alunos, entender a realidade que vivenciam e planejar suas aulas usando recursos e formas de comunicação que aproximem os conteúdos dos alunos. Só assim, todos se tornarão sujeitos de seus saberes, crescendo dentro de seu próprio conhecimento, aprendendo a pensar e a reformular conceitos, para, quem sabe mais tarde, produzir um pensamento ainda mais avançado do que aquele recebido na escola. Afinal, a escola não é o fim, é o ponto de partida da vida intelectual dos alunos.
  A escola deve instigar a pensar e a buscar respostas novas para os problemas que surgirem ao longo da vida de cada um. No processo educacional, os alunos têm muito a ensinar aos educadores.


Cássia Letícia Padilha - Estudante de Licenciatura em Pedagogia - UFPEL

EDUCAÇÃO EM FORMATOS DIFERENCIADOS

Blog de ideiadeluz :Dar vida ao coração, amor às pessoas, razão à vida, determinação à carne e alegria à alma., EDUCAÇÃO EM FORMATOS DIFERENCIADOS
   Na realidade atual em que as crianças estão indo para a escola cada vez mais cedo e que se fala tanto em modernização e atualização para acompanhar essas novas gerações, acabam surgindo instituições com formatos um pouco diferenciados do padrão escolar.
  Tem me chamado atenção alguns anúncios na mídia como, por exemplo, o “Método Supera” que já está presente em diversos Estados do país e agora está iniciando suas atividades no Rio Grande do Sul. Criado por um engenheiro tem o desafiador objetivo de desenvolver o cérebro a partir de exercícios de lógica e cálculo por meio do ábaco. O que me parece o grande trunfo é se utilizar de aulas dinâmicas e contagiantes o que acaba encantando o aluno.
   Como competências desenvolvidas citam a criatividade, a concentração, o raciocínio, a segurança e autoestima, a perseverança e disciplina, a memorização, a coordenação motora, o foco, a habilidade auditiva e o hábito de estudar. A ideia parece ir ao encontro da necessidade de mudança que a área da educação está precisando. Muito se fala na falta de interesse dos alunos, que estão acostumados a viver num mundo em constante transformação com acesso a inúmeras ferramentas, e dentro da escola em alguns casos acabam encontrando ambientes pouco inovadores e repetitivos, que acabam determinando quais os conhecimentos que a criança tem ou não a oportunidade de aprender baseados em normas e currículos às vezes não bem elaborados.
   Se realmente tivermos ferramentas para que sejam desenvolvidas as competências citadas acima, o restante seria muito mais fácil de ensinarmos porque o grande trunfo é formarmos cidadãos praticantes da leitura e escrita, que saibam se expressar, contestar, propor novas formas de se fazer algo, enfim se apropriem do conhecimento adquirido para realmente fazerem a diferença em nosso mundo e não serem apenas sujeitos que saibam decifrar o sistema de escrita e copiar o que já existe. Inclusive esta semana li um livro bem interessante sobre o assunto que se chama “Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário – Délia Lerner”.    
    Continuando a reflexão outro formato de escola que me chamou a atenção foi à questão dos Internatos, onde os alunos não apenas estudam, mas acabam residindo no local. De certa forma o debate sobre a necessidade dos alunos ficarem mais tempo na escola, acaba se aproximando dessa realidade. Hoje já se criou diversos projetos como o “Mais educação” em que os alunos ficam o dia inteiro na escola desenvolvendo várias atividades. E existem também outros debates nesse sentido como a questão de um projeto de lei aqui no estado que tenta acabar com as férias escolares, pois os pais não teriam com quem deixar os filhos nesse período.
   Analisando a situação parece até que estamos caminhando para futuros internatos em vez de escolas. Inclusive aqui no Rio Grande do Sul existem alguns em funcionamento. Na última semana vi um anúncio no Jornal que despertou a minha curiosidade. O nome é “Instituto de Educação Ivoti”. Fui verificar informações no site e eles tem uma proposta bem bacana de formar líderes para a sociedade brasileira e conta atualmente com alunos de seis estados brasileiros. Realmente o ganho desses alunos parece bem interessante, pois aprendem a se relacionar em grupo, respeitar o próximo, praticam atividades diferenciadas, inclusive programas de intercâmbio. Visto que atualmente algumas famílias tem uma rotina muito corrida e não conseguem tempo para dar uma maior atenção aos filhos, talvez fosse uma opção de um ambiente mais familiar onde residência e estudo se unificam.
   Acredito que nós como educadores podemos tirar grandes lições desses formatos diferenciados de escola procurando adaptar dentro do possível, inovações em nosso ambiente escolar padrão.

Fonte: http://www.metodosupera.com.br
           http://www.iei.org.br/internato

Carmen Scheibler de Oliveira – Aluna de Licenciatura em Pedagogia - UFPEL