Na realidade atual em que as crianças estão indo
para a escola cada vez mais cedo e que se fala tanto em
modernização e atualização para acompanhar essas novas gerações,
acabam surgindo instituições com formatos um pouco diferenciados do
padrão escolar.
Tem me chamado atenção alguns anúncios na
mídia como, por exemplo, o “Método Supera” que já está
presente em diversos Estados do país e agora está iniciando suas
atividades no Rio Grande do Sul. Criado por um engenheiro tem o
desafiador objetivo de desenvolver o cérebro a partir de exercícios
de lógica e cálculo por meio do ábaco. O que me parece o grande
trunfo é se utilizar de aulas dinâmicas e contagiantes o que acaba
encantando o aluno.
Como competências desenvolvidas
citam a criatividade, a concentração, o raciocínio, a segurança e
autoestima, a perseverança e disciplina, a memorização, a
coordenação motora, o foco, a habilidade auditiva e o hábito de
estudar. A ideia parece ir ao encontro da necessidade de mudança
que a área da educação está precisando. Muito se fala na falta de
interesse dos alunos, que estão acostumados a viver num mundo em
constante transformação com acesso a inúmeras ferramentas, e dentro
da escola em alguns casos acabam encontrando ambientes pouco
inovadores e repetitivos, que acabam determinando quais os
conhecimentos que a criança tem ou não a oportunidade de aprender
baseados em normas e currículos às vezes não bem
elaborados.
Se realmente tivermos ferramentas
para que sejam desenvolvidas as competências citadas acima, o
restante seria muito mais fácil de ensinarmos porque o grande
trunfo é formarmos cidadãos praticantes da leitura e escrita, que
saibam se expressar, contestar, propor novas formas de se fazer
algo, enfim se apropriem do conhecimento adquirido para realmente
fazerem a diferença em nosso mundo e não serem apenas sujeitos que
saibam decifrar o sistema de escrita e copiar o que já existe.
Inclusive esta semana li um livro bem interessante sobre o assunto
que se chama “Ler e escrever na escola: o real, o possível e
o necessário – Délia Lerner”.
Continuando a reflexão outro
formato de escola que me chamou a atenção foi à questão dos
Internatos, onde os alunos não apenas estudam, mas acabam residindo
no local. De certa forma o debate sobre a necessidade dos alunos
ficarem mais tempo na escola, acaba se aproximando dessa realidade.
Hoje já se criou diversos projetos como o “Mais
educação” em que os alunos ficam o dia inteiro na escola
desenvolvendo várias atividades. E existem também outros debates
nesse sentido como a questão de um projeto de lei aqui no estado
que tenta acabar com as férias escolares, pois os pais não teriam
com quem deixar os filhos nesse período.
Analisando a situação parece até
que estamos caminhando para futuros internatos em vez de escolas.
Inclusive aqui no Rio Grande do Sul existem alguns em
funcionamento. Na última semana vi um anúncio no Jornal que
despertou a minha curiosidade. O nome é “Instituto de
Educação Ivoti”. Fui verificar informações no site e eles tem
uma proposta bem bacana de formar líderes para a sociedade
brasileira e conta atualmente com alunos de seis estados
brasileiros. Realmente o ganho desses alunos parece bem
interessante, pois aprendem a se relacionar em grupo, respeitar o
próximo, praticam atividades diferenciadas, inclusive programas de
intercâmbio. Visto que atualmente algumas famílias tem uma rotina
muito corrida e não conseguem tempo para dar uma maior atenção aos
filhos, talvez fosse uma opção de um ambiente mais familiar onde
residência e estudo se unificam.
Acredito que nós como educadores
podemos tirar grandes lições desses formatos diferenciados de
escola procurando adaptar dentro do possível, inovações em nosso
ambiente escolar padrão.
Fonte: http://www.metodosupera.com.br
http://www.iei.org.br/internato
Carmen Scheibler de Oliveira – Aluna de
Licenciatura em Pedagogia - UFPEL
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