Há
algum tempo que me deparei com um vídeo que mexeu fortemente
comigo. Aquele tipo de coisa que toca de fato nosso coração, motiva
e dá mais energia. Então achei pertinente com o assunto da
educação, porque não há maneira melhor de acelerar nosso
desenvolvimento e o do nosso entorno, do que conhecer melhor a nós
mesmos, conhecer as pessoas com quem nos relacionamos, com quem
vivemos.
Robert
Happé fala com muita simplicidade, de um assunto complexo: Nessa
época em que vivemos estamos fazendo história porque estamos
despertando. Conseguimos enxergar que não gostamos do que vemos.
Estamos nos tornando mais conscientes. Faz questionamentos que nos
levam a refletir que devemos sair da programação do medo que as
instituições(igreja, escola, governo, etc), com quem interagimos
desde que nascemos nos impõem. Sentimos esse medo e esquecemos de
ouvir nossos corações. Fugimos dessa nossa natureza humana, fugimos
dos nossos sentimentos – aí é que surge o sofrimento, porque
nos tornamos facilmente controlados por quem não tem interesse em
servir o amor para os humanos. O medo imposto é a ultima tentativa
para controlar a humanidade. As ilusões que criamos com isso
fazem-nos esquecer do que é real – nunca estaremos felizes
enquanto vivermos nessa ignorância, porque assim estamos
desconectados de nós mesmos. Felicidade é se expressar pelo
coração. Assim, paramos de depender de fora, tornando-nos
despertos, vendo que o sistema não está do nosso lado. Podemos
finalmente nos tornarmos conscientes do nosso poder – que
está no amor. Espiríto é amor e está dentro de nós –
precisamos praticá-lo. Precisamos ensinar às crianças a verdade
– nós somos filhos do divino, conectando-nos com nosso poder
criador percebemos que somos mensageiros do amor e podemos fazer
tudo um pouco melhor. Essa verdade representa nossa cura. Assim
poderemos cooperar mais um com o outro. E isso é
liberdade.
Acredito que poderemos mudar a forma de ensinar, quando olharmos
para a realidade da nossa turma e formos capazes de seguir nossa
intuição. Claro que queremos receber melhor remuneração, mas a
mudança começa dentro de nós mesmos. Ensinar acessando o nosso
coração, sendo capazes de ouvir nossa intuição e fazer o trabalho
que acreditarmos ser o melhor para aquelas crianças, naquele
momento. Ensinar essa verdade aos alunos, indicar que todas as
respostas das quais realmente precisam estão no coração de cada um
deles. Que amar é sim o caminho, acolher cada um com todo seu
potencial e impulsioná-los ainda mais, para que acreditem em si
mesmos. Assim certamente começaremos a enxergar um mundo melhor e
obteremos maior colaboração dos pequenos, alcançando melhores
resultados também a nível acadêmico.
Biografia (Robert
Happé)
Fonte:
http://www.roberthappe.net/pages/biografia.asp
Robert
Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias
na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da
vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante
14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes
culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e
Taiwan.
Em seu
retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento
adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí,
trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente
com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e
desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres
criadores.
Desde
1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e
workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na
Austrália, e no Brasil. Seu trabalho é independente, estando
desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações
religiosas, seitas, cultos e outros grupos.
Cássia Letícia
Padilha – Estudante de pedagogia - UFPEL
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