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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Profissões sem fronteiras



  Como se desenvolvem, como se interessam, como as pessoas tem vivido?
Uma mudança de conceitos. Se antes faziam sentido todas as estruturas hierarquizadas, bem definidas e bem organizadas, hoje não faz mais tanto sentido não. As pessoas tem tido mais facilidade de conectarem-se e descobrir por si só novas alternativas e recursos para porem em ação suas ideias. Vivemos em uma época onde o mundo inteiro está conectado.
As ideias se desenvolvem mais rapidamente por dois motivos: pessoas conectadas e recursos disponíveis. Hoje as pessoas querem viver mais o caminho, ter prazer no que fazem e arriscam mais, investido em seus ideais.  
  Se antes tentavam uma colocação no mercado "estável", porém restrito, hoje podem "inventar" suas profissões, encarar o mundo, levantar dados e investir nas suas ideias encontrando um mundo muito mais dinâmico e aberto. As pessoas querem viver melhor – vemos que os mais novos têm menos paciência com as hierarquias, mais autoconfiança e muitas vezes conseguem o sucesso muito mais cedo. Essa nova geração está mudando radicalmente o mundo e acredito que é nesse sentido que a escola tem de se ressignificar.

   A inclusão digital, a valorização da comunidade (nesse contexto os novos aceitam muito melhor os diferentes tipo de contribuição, desde que tratem-se de igual pra igual, independentemente da classe social ou idade, trabalham melhor em grupo), a valorização das ideias e formas de viver que as pessoas desenvolvem ao longo da sua via, a busca da vida com prazer - tudo isso acredito que vem ao encontro das novas formas de ensino a serem desenvolvidas: trabalho em grupo, em ambientes diversificados, utilização de meios eletrônicos e digitais, inserção se elementos da comunidade e entorno na escola.
  Impaciente pela evolução humana, vi aí uma conexão entre ideias e potenciais humanos que pode transformar o conceito de educação para algo mais proveitoso do que esse modelo formal entre professor e aluno, altamente hierarquizado e meio contraproducente. Todos aprendem , todos ensinam, todos se desenvolvem até o final da sua vida. As gerações mais antigas podem continuar desenvolvendo-se, adaptando-se e produzindo com alegria.


Cássia Letícia Padilha - Estudante de Licenciatura em Pedagogia - UFPEL

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